Supremo Tribunal Federal (STF)

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Nélson HUNGRIA

"Ciência penal não é só interpretação hierática da lei, mas, antes de tudo e acima de tudo, a revelação de seu espírito e a compreensão de seu escopo para ajustá-lo a fatos humanos, a almas humanas, a episódios do espetáculo dramático da vida." (Hungria)

sábado, 10 de setembro de 2011

Tráfico de drogas é a princial motivação dos assassinatos,

Em 2011, já são 250 execuções; a maioria em Cuiabá


MidiaNews


Tráfico de drogas é a principal motivação; mas há latrocínios, como o da Galeria Itália


DA REDAÇÃO

A Grande Cuiabá chegou a mais um patamar negativo, no quesito da Segurança Pública. Em pouco mais de oito meses, a Polícia registrou 250 assassinatos, sendo a maior parte, na Capital.

Esse índice de violência foi alcançado na última terça-feira com o assassinato de um homem com várias pancadas na cabeça, no Jardim Marajoara, em Várzea Grande.

Ele chegou mais cedo neste ano, pois as 250 execuções em 2010, esse número ocorreu no início de novembro, cerca de 50 dias antes.

O que chamou a atenção é que o mês de agosto fechou com 23 homicídios, além de quatro vítimas de um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido na Galeria Itália. Acrescidos de três lesões corporais seguido de morte, o número chegou a 30.

A preocupação de autoridades da área de Segurança Pública é que ainda faltam mais de 100 dias para o término do ano e se o ritmo for o mesmo até o fim de dezembro, o ano poderá ser um dos mais violentos dos últimos anos.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão ligado ao Ministério da Justiça, tem uma estatística desatualizada e somente por Estados. Como o Interior tem um índice inferior ao da Grande Cuiabá, Mato Grosso não aparece como um dos mais violentos.

Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disseram que fazem sua parte que é esclarecer os crimes. Um levantamento realizado pelo delegado Antônio Carlos Garcia aponta que o índice de esclarecimento dos homicídios está na faixa de 90% o mais alto do país.

Os policiais lembram que investigar crime contra a vida é mais difícil do que esclarecer crimes contra o patrimônio.

A prisão de uma quadrilha de assaltantes de banco pode esclarecer cinco, seis, até mais roubos. Um autor de homicídio dificilmente pratica dois assassinatos”, observou um policial.

Os dados estatísticos se repetem anualmente em relação a motivação dos crimes. O tráfico ou uso de drogas ainda responde por quase 50% dos homicídios. No ano passado representavam 47,17% dos casos.

Em muitos crimes, a Polícia descobre a motivação, mas não chega aos autores. Em grande parte dos registros, a vítima deu “banho” – comprou e não pagou o entorpecente.

Em 2009, o tráfico de drogas representava 46,89% do total de crimes - 143 pessoas morreram por envolvimento com as drogas; 6,89% vingança (21 vítimas) e 6,23% por rixa, passional e álcool, com 19 vítimas para cada.

Em 2008, esse número era menor - 27% dos crimes registrados ao longo do ano estavam relacionados ao tráfico, representando 88 crimes dos 322 assassinatos investigados pela DHPP, em Cuiabá e Várzea Grande.

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